Archive for novembro \09\UTC 2011

Motivacional*

novembro 9, 2011

A existência como todas as possibilidades

A reinvenção dos limites, o transbordar do vértice

A licença poética para se vestir diferente

O desenho da vida como uma obra de arte

Pouco importa se real ou imaginário, ou se os dois ao mesmo tempo

O horizonte, o mergulho, o profundo

O óbvio da flor, o inusitado da flor

Não ter nenhum compromisso que não seja experimentar

Provar com sinceridade a beleza, a tristeza, o amor

Ficar sozinho, silenciar, ficar junto, silenciar

Sair por aí, sorrir sem querer, sorrir querendo

Chorar de alegria, chorar de dor

Descobrir prazeres, permitir descontroles, loucuras

O infinito de um instante

Ser livre

*Relato poesia pós palestra motivacional. Atibaia, 09 de novembro, 2011.

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Porque (infelizmente) o mundo também é dos cretinos

novembro 5, 2011

Eu já vi de muito nessa vida. Mas nunca, jamais, em toda ela, tinha ouvido um cara, num bar, dizer que uma amiga minha não dá mole pra ele porque ela parece uma empregada doméstica. Ela é negra, com orgulho dela, principalmente, e meu, secundariamente.

As agressões são de uma magnitude que eu nunca presenciei. Primeiro porque as empregadas domésticas são pessoas que fazem coisas inacreditáveis por nós, seres de classe média. Não mereciam qualquer sinal de desrespeito. São geralmente mulheres que deixam nossa casa convivível, agradável. Arrumam nossa sala, nossa roupa, nossa louça, deixam limpa nossa privada. E um imbecil desse tem coragem de dizer isso como se fosse uma ofensa. Aliás, se fôssemos coerentes, devíamos nos envergonhar por não sermos capazes de fazer tudo que elas fazem para deixar nosso umbigo habitável pra nós mesmos.

Mas, pior, diminuir uma negra, e a associar a uma função absolutamente digna, mas que ele acha menor, pelo único fato dela ser negra, e porque quem lava a porra da cueca suja dele não é ele, é muito foda. São tantas cretinices ao mesmo tempo que minha vontade maior é só dizer o quanto ele é dispensável, o quanto de peso desnecessário ele faz na terra. Salafrário do caralho. Com racismo e machismo transbordando aos montes. Que bosta de mundo que trata as mulheres e os negros assim. Que bosta de sujeito.