Ana

Ana ficou em silêncio e chorou. Era difícil viver. Era difícil aceitar o abandono, o preconceito, a intolerância, a rejeição, o ódio, a injustiça. A violência em pequenas ou grandes dimensões. Era muito difícil viver num cenário constante de vidas se esfacelando, física, psicológica e espiritualmente.  Ana sabia que machucados precisam ser tratados. E que cada cicatriz é uma placa sinalizadora do caminho que se escolheu. Sabia que muitas vezes os machucados imobilizam e custam a revelar novos trajetos possíveis. Ela olhava para suas feridas e para as feridas do mundo com a mesma compaixão, com a mesma impotência, com o mesmo desejo que parassem de sangrar. Ela queria para o mundo a mesma paz que queria para si.

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