Helena

Helena procurava alguém capaz de amar. Alguém que pudesse se entregar sem medo. Que soubesse que ninguém é perfeito. Helena procurava alguém que transformasse fantasia em inventividade, que fizesse do real um desafio eterno e intenso do encantamento pela vida. Alguém que topasse seguir com ela pela floresta escura, enfrentando seus medos, jogando luz sobre suas sombras. Alguém capaz de perdoar a si próprio e ainda mais aos outros. Alguém que descobrisse seu feminino sem atacar sua vontade de jogar bola de gude. Que pudesse admirar seu caminho, abraçar sua dor, cuidar das suas feridas sem jamais ignorá-las. Alguém capaz de fazê-la acreditar que o sofrimento já passou, que ela era linda e que merecia ser feliz.

Ela sonhou. Acordou. Abriu e fechou os olhos. Sorriu. O rastro de quem procurava ficou em seu peito. E deixou mais fácil o caminho. Helena assoviou bachianas nº 5, se espreguiçou e foi andar de bicicleta na praia de Botafogo.

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