Vício

Tem coisa que cisca a gente. Coça, roça, desajeita. Até que dói. E de saber letra faz a coisa querer forma. Empurra, insiste, incomoda. Fica ali. À espreita. E se não vira escrito vira briga. Quando rendida procura papel, caneta, teclado pra recostar. Cansa até encontrar palavra. E a palavra é feito vício. Vai uma, vai outra, puxa mais, e vai. E quando vai, já foi você junto. Querendo mais do que te ciscou e você nem sabia, mas era desenho da coisa primeira. Feito larva. Feito girino. Feito broto de orquídea. Ninguém possuído de palavra pensa em parar de ser.

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